{"id":191,"date":"2021-07-18T22:12:20","date_gmt":"2021-07-18T22:12:20","guid":{"rendered":"https:\/\/aepm.com.br\/?p=191"},"modified":"2023-04-09T09:46:03","modified_gmt":"2023-04-09T09:46:03","slug":"acolhimento-entrada-e-fundacao-permanente-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepm.com.br\/index.php\/2021\/07\/18\/acolhimento-entrada-e-fundacao-permanente-2\/","title":{"rendered":"Acolhimento, Entrada e Funda\u00e7\u00e3o Permanente"},"content":{"rendered":"<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jos\u00e9 Oceli, Livia Rocha e Polliana Jurique<\/p>\n<p><strong>Funcionamento<\/strong>: \u00e0s sextas-feiras, das 8h \u00e0s 9h<\/p>\n<p><strong>Texto<\/strong>: Rocha, Antonio Carlos. <em>Dos conceitos freudianos ao objeto da psican\u00e1lise. <\/em>O Semin\u00e1rio de Lacan: travessia \u2013 Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Revista Tempo Freudiano n\u00ba1 (2002<em>)<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Realizado \u00e0s sextas-feiras, com cada um que participa deste instrumento de forma\u00e7\u00e3o, o dispositivo &#8220;Entrada, Acolhimento e Funda\u00e7\u00e3o Permanente&#8221; prop\u00f5e-se a percorrer a rota do desencontro, bem como a do flerte com a impossibilidade de uma forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica em s\u00e9rie ou recebida passivamente. O dispositivo tenta, portanto, p\u00f4r em relevo a cota inexata da diferen\u00e7a que justifica a reuni\u00e3o de trabalho, sem abrir m\u00e3o do ideal do esp\u00edrito greg\u00e1rio, mas, pelo contr\u00e1rio, utilizando-se destes ideais como material necess\u00e1rio \u00e0 queda de narcisismo que pode abrir portas institucionais para os que escutarem o susto de Freud, no que se chama o Inconsciente.<\/p>\n<p>O dispositivo re\u00fane aqueles que chegam, bem como alguns dos que j\u00e1 est\u00e3o na institui\u00e7\u00e3o. Quem chega \u00e9, portanto, acolhido diretamente por alguns daqueles que j\u00e1 est\u00e3o na institui\u00e7\u00e3o. Nessa dire\u00e7\u00e3o, o dever da transmiss\u00e3o dos que os acolhem n\u00e3o exige nada menos que a responsabiliza\u00e7\u00e3o por parte daqueles que a recebem. N\u00e3o somente por meio desta forma, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s deste dispositivo, a funda\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 posta em causa para cada um dos membros e candidatos \u00e0 forma\u00e7\u00e3o: a funda\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente (nos interessa a possibilidade de escut\u00e1-la assim).<\/p>\n<p>Entrar e acolher. O trabalho \u00e9 de cada um. Cada um, afetado pelo funcionamento da institui\u00e7\u00e3o tem ent\u00e3o, neste dispositivo, lugar para falar das consequ\u00eancias de seu pedido, da sua entrega. Cada novo material de palavra, isto \u00e9, cada entrada, p\u00f5e em causa a AEPM que, por receber o que h\u00e1 pouco n\u00e3o a compunha, se coloca \u00e0 prova de se sustentar como um lugar que sirva ao movimento e representa\u00e7\u00e3o do inconsciente, para al\u00e9m do simples agrupamento ou congrega\u00e7\u00e3o: a institui\u00e7\u00e3o abre-se ao furo, \u00e0 descontinuidade, ao paradoxo de crer nas vias que ainda n\u00e3o existem e assim comprometer-se com o futuro da transmiss\u00e3o que s\u00f3 se sustentar\u00e1 a cada batida do tempo, a cada ato. A funda\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente e, a salvo o \u00e1libi da hist\u00f3ria que tamb\u00e9m nos sustenta, h\u00e1 o vento forte no terra\u00e7o que nunca coube na casa. Uma funda\u00e7\u00e3o que est\u00e1 posta na entrada, no acolhimento\u00a0\u2013 funda\u00e7\u00e3o permanente que se coloca ao \u201crisco\u201d de se tornar letra. A institui\u00e7\u00e3o, o que e quem a garante, quando o que a move s\u00f3 pode estar \u00e0 nossa revelia?<\/p>\n<p>Com a meta de suportar o \u00e9tico (n\u00e3o fossem as dificuldades que podem torn\u00e1-lo ideal), este trabalho tenta abrir m\u00e3o de seus produtos, para se vincular \u00e0 materialidade de seu processo. \u00c9 assim que se torna evidente que as diferen\u00e7as s\u00e3o o que nos p\u00f5e em uni\u00e3o para estudar e falar sobre o quesito institucional de uma associa\u00e7\u00e3o escola de psican\u00e1lise (essa diferen\u00e7a \u00e9 declaradamente o motor deste trabalho). Eis-nos, outra vez, na interessante tarefa de pensar o verbo &#8220;instituir&#8221;, que n\u00e3o burocraticamente.<\/p>\n<p>Apoiados no que cada um n\u00e3o sabe de si, creditados na insist\u00eancia de que seja poss\u00edvel instituir por meio das diferen\u00e7as no grupo, atrav\u00e9s dos que, menos crentes no individualismo, podem se submeter a um saber que lhes escape (n\u00e3o mais na conta do incidente, mas na do dep\u00f3sito do Grande Outro que nos cont\u00e9m). Ent\u00e3o, h\u00e1 a possibilidade de verificarmos que a entrada, o acolhimento e a funda\u00e7\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis, exclusivamente, por causa da Hist\u00f3ria da AEPM, do paradoxo entre o salto e o ch\u00e3o, que nos traz at\u00e9 aqui, que nos faz saber de onde viemos e que o dia \u00e9 hoje. \u00c9 para al\u00e9m do querer que se abre a possibilidade de escutar que o voto de funda\u00e7\u00e3o de cada um s\u00f3 poderia mesmo ser permanente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordena\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Oceli, Livia Rocha e Polliana Jurique Funcionamento: \u00e0s sextas-feiras, das 8h \u00e0s 9h Texto: Rocha, Antonio Carlos. Dos conceitos freudianos ao objeto da psican\u00e1lise. O Semin\u00e1rio de Lacan: travessia \u2013 Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. 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