{"id":969,"date":"2024-09-13T17:48:38","date_gmt":"2024-09-13T17:48:38","guid":{"rendered":"https:\/\/aepm.com.br\/?p=969"},"modified":"2024-09-16T11:23:39","modified_gmt":"2024-09-16T11:23:39","slug":"escrever-o-resto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aepm.com.br\/index.php\/2024\/09\/13\/escrever-o-resto\/","title":{"rendered":"Escrever o resto?!?"},"content":{"rendered":"<p>T\u00edtulo pergunta provocadora! Mas, acredito nesse caminho que nos interroga sempre. O Semin\u00e1rio <em>O Avesso da Psican\u00e1lise<\/em> nos convoca a pensar um pouco mais sobre o que fazemos na cl\u00ednica e na nossa forma\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Eu vou trazer um ponto que n\u00e3o apenas me interrogou, mas permitiu que eu levasse uma proposta de leitura e discuss\u00e3o para o dispositivo de trabalho com o Semin\u00e1rio 17, coordenado por Val\u00e9ria Lameira e Virginia Guilhon.<\/p>\n<p>O ponto \u00e9 sobre a interroga\u00e7\u00e3o de Lacan quanto ao \u00c9dipo poder ser uma estrutura e sobre a no\u00e7\u00e3o de pai real. Para Lacan, o que importa \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o e ele menciona o agente dessa opera\u00e7\u00e3o. Eu voltei ao Semin\u00e1rio IV, onde Lacan trabalha longamente com as opera\u00e7\u00f5es priva\u00e7\u00e3o, frustra\u00e7\u00e3o e castra\u00e7\u00e3o. Neste Semin\u00e1rio de 1956-57, ele j\u00e1 trabalha com esses registros do Real, Simb\u00f3lico e Imagin\u00e1rio. Quando trabalhei com essas opera\u00e7\u00f5es e esses registros, acredito que coloquei o acento da opera\u00e7\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o para o objeto imagin\u00e1rio, o falo.<\/p>\n<p>Neste momento de leitura do Semin\u00e1rio XVII, eu retomei esse ponto do agente dessa opera\u00e7\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m considerei o termo agente, que Lacan nomeia de pai real. Eu me dei conta, considerando as interroga\u00e7\u00f5es de Lacan sobre o texto de Freud, Mois\u00e9s e o Monote\u00edsmo, que esse pai s\u00f3 pode ser escrito. Ele tem exist\u00eancia escrita, se \u00e9 que posso dizer isso. Ent\u00e3o, eu propus ao grupo que retom\u00e1ssemos a escrita das F\u00f3rmulas da Sexua\u00e7\u00e3o, propostas no Semin\u00e1rio XX, de Lacan. Eu propus que o pai real possa estar escrito como exce\u00e7\u00e3o:\u00a0 <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-971\" src=\"https:\/\/aepm.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/existe-um-x-que-nao-e-funcao-de-phi.jpg\" alt=\"\" width=\"70\" height=\"18\" srcset=\"https:\/\/aepm.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/existe-um-x-que-nao-e-funcao-de-phi.jpg 152w, https:\/\/aepm.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/existe-um-x-que-nao-e-funcao-de-phi-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 70px) 100vw, 70px\" \/>, que se l\u00ea: existe um X que n\u00e3o \u00e9 fun\u00e7\u00e3o de X. Sendo esta exce\u00e7\u00e3o que permite a escrita que todo X \u00e9 fun\u00e7\u00e3o de X:\u00a0 <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-972\" src=\"https:\/\/aepm.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/todo-x-funcao-de-phi.jpg\" alt=\"\" width=\"71\" height=\"20\" \/><\/p>\n<p>Sem me deter outra vez nesta escrita da t\u00e1bua da sexua\u00e7\u00e3o, considerei que \u00e9 uma maneira leg\u00edtima de ler a opera\u00e7\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o, podendo formul\u00e1-la como uma estrutura, uma escrita, cujo agente \u00e9 este exclu\u00eddo e que funda a norma f\u00e1lica: o pai real.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Texto escrito a partir do dispositivo\u00a0<em>Trabalho Preparat\u00f3rio para o Semin\u00e1rio de Ver\u00e3o da ALI \u2013 2024<\/em>, coordenado por Val\u00e9ria Lameira e Virginia Guilhon.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo pergunta provocadora! Mas, acredito nesse caminho que nos interroga sempre. 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